Dia Mundial da Eficiência Energética
A eficiência energética não é apenas uma questão de redução de custos. Num mundo onde a competitividade está cada vez mais ligada à sustentabilidade, a forma como as empresas gerem o seu consumo de energia pode ser determinante para a sua viabilidade a longo prazo.
Para além das vantagens económicas imediatas, uma estratégia de eficiência energética bem estruturada impulsiona inovação, otimiza processos e reforça a resiliência das organizações face a desafios futuros.
Ao integrar a eficiência energética na estratégia empresarial, as organizações conseguem:
- melhorar a produtividade, reduzindo tempos de paragem e aumentando a fiabilidade dos equipamentos;
- aumentar a segurança energética, minimizando a dependência aos preços voláteis e crescentes da energia;
- captar financiamento, através de programas de apoio dedicados à transição energética;
- reforçar a reputação e posicionamento no mercado, demonstrando compromisso com práticas sustentáveis.
Para além das medidas tradicionais, como a substituição de equipamentos com baixos rendimentos por equipamentos mais eficientes, o uso de sistemas digitais e da inteligência artificial está a transformar a gestão da energia nas empresas.
Soluções avançadas de monitorização, análise de dados e previsão de consumos permitem um controlo mais preciso, identificando oportunidades de otimização em tempo real e ajustando automaticamente o funcionamento de equipamentos e, em alguns casos, prevendo falhas e otimizando a manutenção.
Adicionalmente, a integração de energias renováveis e sistemas de armazenamento está a ganhar relevância, aumentando a autossuficiência energética das empresas e reduzindo a exposição a oscilações no preço da energia.
No entanto, os custos iniciais para a implementação destas soluções, seja na substituição de equipamentos, digitalização ou adoção de renováveis, podem ser elevados. Para superar esta barreira, muitas indústrias recorrem a modelos alternativos de financiamento, como:
- empresas de serviços de energia (ESCOs), que são empresas especializadas que realizam os investimentos sem necessidade de capital inicial por parte da indústria. As ESCOs assumem o risco técnico das medidas, financiando-se através das poupanças ou da energia produzida. Estas receitas são partilhadas entre ambas as partes, em formatos que dependem do tempo de retorno dos investimentos.
- modelos ‘as-a-service’, que de forma simples são semelhantes ao renting. Nestes casos, o fornecedor disponibiliza o equipamento mediante pagamentos regulares, assegurando a sua eficiência e manutenção ao longo do tempo.
Mais do que uma obrigação regulatória ou um compromisso ambiental, a eficiência energética tornou-se um motor de inovação e competitividade, capaz de transformar a forma como as empresas operam, produzem e se posicionam no mercado. A questão já não é apenas ‘quanto podemos poupar?’, mas ‘como podemos transformar o nosso negócio através da eficiência energética?’.
Reveja!
Reveja o webinar ‘Eficiência Energética: um caminho para a descarbonização no setor do calçado’, no qual foi apresentada a importância da eficiência energética como um dos pilares da transição para um setor do calçado mais sustentável, medidas práticas para reduzir o consumo energético e as emissões de carbono, AQUI.
Ação de formação!
Neste mês de março, irá realizar-se uma ação de formação dedicada à gestão de energia na indústria de acordo com a ISO 50001:2018. Aproveite e inscreva-se AQUI.
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